domingo, 21 de março de 2010

HQS em ação


Eles possuem tietes apaixonados por suas narrações. Este é um dos gêneros cinematográficos mais difíceis de serem adaptados. Suas produções consomem milhões e seu retorno costuma ser mais astronômico ainda. Seus personagens se tornam populares e hoje esses filmes são fixações entres os jovens.

Suas adaptações são defendidas por seus fãs, que gostam da nova forma de ver na telona os feitos de seus personagens favoritos. "É uma satisfação para os fãs verem seus heróis encarnados em personagens de cinema. Além disso o roteiro mostra pontos de vista diferentes dos Gibis. Quando assisti "Batman" tive a prova disso", revela o analista de suporte Diego Lira.

O tempo de um longa pode variar, mas dificilmente passa de 3 horas o que torna a obra difícil de ser transposta e todas as características dos personagens apresentadas. "É difícil ser fiel, pois não há como colocar uma série de acontecimentos em um período tão curto. Existem adaptações que a história não tem muitos volumes e o roteiro acaba próximo ao original, como no caso de Sin City", fala o estudante Vinicius Moreira.

Temas que falam de política, repressão ou mesmo teorias da comunicação também ganham versões nas telonas como no caso de "V de Vingança" entre outros. "Quando assisti Watchmen enxerguei um longa-metragem completo, com vários enredos presentes em nossa sociedade", revela o estoquista Allan Esteves.

O fato desses super heróis possuírem sentimentos, se apaixonarem, viverem conflitos internos e não serem dotados apenas de sentimentos bons ou ruins identifica seus personagens com seus expectadores. Esse pode ser apontado como um dos motivos para o sucesso. "As histórias são publicadas durante anos e quando retratadas no cinema você acompanha o amadurecimento do personagem que acontece em conjunto com sua própria maturidade", ressalta Lira.

Outro ponto que chama atenção para essas fitas são seus vilões, que apesar de não terem a mesma visibilidade do mocinho, ganham maior notoriedade e roubam a cena na produção. "Eles reproduzem o que as pessoas querem fazer, mas não tem coragem e isso traz uma maior identificação com o vilão, como no caso do Coringa", fala a estudante de comunicação e cinéfila Marcela Aparecida.

Porém, quem pensa que esse estilo sempre foi uma febre engana-se. Ele nasceu na década de 1980 com filmes como Superman, em que o jornalista Clark Kent tenta defender o planeta e fugir da “kryptonita” a todo custo e o Batman o homem morcego, que defende Gotham City de seus inimigos. Eles só começaram a ser produzido em série em meados dos anos 90, depois do grande sucesso de HQS pouco conhecidos do público como O Máskara, em que um homem comum se tornava indestrutível ao usar uma máscara ou em O Corvo, em que um músico volta para se vingar. A partir daí produções de mais destaque como X-MEN, MIB, Homem Aranha e O Quarteto Fantástico começaram a ganhar versões para a telona. Com a produção de dezenas de longas-metragens anuais esse gênero não dá sinas de que possa ser passageiro e assim poderemos ainda dar de cara com homens morcegos e aranhas nas salas de cinema.

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